A paz social e a desconcertação social
Esta semana falou-se muito de “paz social”. Essas menções vêm quase todas do lado dos patrões, do governo ou de gente que normalmente o defende em comentários, na TV, nos jornais e pela Internet fora. Quando se fala muito de uma coisa, frequentemente é por medo do seu oposto. Ninguém passa um dia a falar de paz se não está preocupado com a guerra.
A verdade é que há muito que estamos em guerra. Muitos de nós, trabalhadores, nem o sabe. O acordo de (des)concertação social assinado ontem pelo governo, patrões e pela UGT foi um violento ataque contra todos nós que vivemos do nosso trabalho. Custa-me a crer que algum trabalhador considere positivas as medidas concertadas pelo governo e pelos patrões, com a bênção de João Proença. Este ataque vai, pelo menos a curto prazo, ser muito bem sucedido para quem o engendrou. Despedimentos mais fáceis, mais baratos, trabalho gratuito com os chamados bancos de horas, menos protecção no desemprego. A lista é grande e tenebrosa e sem qualquer dúvida irá fazer aumentar a exploração dos trabalhadores a níveis que pensávamos que não seria possíveis nos dias de hoje.
Quem vive e trabalha no mundo real sabe bem que, na generalidade, o código de trabalho é muitas vezes desprezado, reduzido a pisa papeis. Existem empresas e outras instituições onde o vale tudo é o lema. Deixar os trabalhadores ainda mais nas mãos dos patrões é legitimar os abusos que existem no mundo do trabalho. Facilitar os despedimentos e reduzir a protecção no desemprego é criar um clima de medo e terror no mundo do trabalho. Medo de ingressar na grande profissão de sucesso dos nossos dias em Portugal: Desempregado.
Por este caminho a tal “paz social”, de que tanto se fala, vai ser mantida pelo medo, pela pobreza, pela emigração e pela falta de esperança de um país inteiro. A tragédia é que, enquanto estamos em “paz”, tudo o que foi construído com a Democracia no nosso País é lentamente destruído: os direitos (sim direitos e não privilégios) conquistados, o património e a própria Democracia. Embora seja difícil parar a onde triunfante desta direita medíocre, mentirosa, cacique e moralista, nunca será tarde para nos apercebermos, nós trabalhadores, que estamos a ser atacados em todas as frentes e que isso só pode significar que estamos em guerra para finalmente voltarmos a lutar pelo que é nosso.
Aproveitar os seus próprios erros para propaganda
Hoje saiu a notícia que há cerca de 570 milhões de euros de dívida à segurança social de prestações sociais pagas indevidamente. Essa notícia passa como se os devedores fossem uns aproveitadores que receberam prestações indevidamente e ficaram calados a ver se passava. Na TV dizia-se que a maior parte dessas prestações foram de subsídio de desemprego, na situação em que o desempregado consegue um emprego e continua a receber subsídio.
Quem não conhece como funciona o sistema de subsídio de desemprego ainda pode pensar que é aproveitamento por parte do cidadão. Não é verdade, pelo menos não será em muitos e muitos dos casos. O que se passa na realidade é o seguinte:
O desempregado arranja emprego, e notifica o centro de emprego. Em seguida notifica a segurança social ou então a entidade empregadora ao inscrever o trabalhador na segurança social, ficando assim esse organismo informado que o desempregado já não o é. O subsídio é então suspenso, mas o subsídio desse mês é pago na mesma. Por razões burocráticas, suponho, apenas no mês seguinte o subsídio é suspenso. A segurança social notifica sempre o cidadão que terá de devolver o valor que recebeu indevidamente. A responsabilidade é de quem? A mensagem que passou é que é de quem recebe a prestação social. Como é óbvio não é assim. Aproveitarem-se desta situação burocrática para fazer mais um pouco de propaganda anti-subsídio de desemprego é baixo e mais uma prova da natureza deste governo.
Emigre, demita-se, baze, ponha-se na alheta, ponha-se a milhas
Passos Coelho proferiu uma das mais ignóbeis declarações que já ouvi.
Um Primeiro-Ministro a incentivar os seus próprios concidadãos a emigrar. Não sei se é inédito, mas duvido que tenha havido muitos governantes a incentivar o seu povo a sair do seu país. Até porque só faz sentido haver governo se existir povo para governar. Nenhum governo quer ver o seu povo abandonar o seu país. Nenhum, excepto o nosso..
O que pretende Passos Coelho com este apelo? Poupar uns milhões em subsídios de desemprego? Diminuir os números do desemprego? Não basta a criatividade estatística? Será que este governo desconhece qual é a principal riqueza deste país? Se sim, qual é o objectivo de a “exportar” para Angola e para o Brasil?
Começam a ser frequentes as medidas e declarações deste governo que atentam contra o interesse nacional e contra os cidadãos portugueses. Começa pela colagem total à posição da Alemanha nas questões europeias e acaba nestas declarações incríveis.
Passos Coelho quer exportar milhares de portugueses que passaram anos a estudar para uma profissão. Estudos esses que custaram muitos milhões a todos os portugueses. Agora quer oferecer esses quadros a países de língua oficial portuguesa… Incluindo Angola. Angola, esse país que é um exemplo de Democracia e Liberdade para o mundo, como todos sabemos. Incentivar os portugueses a emigrarem para um país onde a Democracia é uma farsa, onde uma família (a do presidente) domina todos os grandes negócios, diz tudo sobre este homem e este governo.
Este governo não apresenta absolutamente nada que signifique crescimento, melhoria das condições de vida, raios, esperança! NADA! Apenas austeridade, sacrifícios e agora um convite a saírem do SEU próprio país.
Hoje são os professores, amanhã será outra classe profissional em que existe elevado desemprego, depois serão todos os desempregados. Não pensem que estamos a falar apenas dos professores, no fundo, são só um exemplo.
Uma vez que fomos nós (nós é como quem diz os portugueses, não votei em tal governo) que elegemos este governo, é altura de os mandar, a eles, embora.
Será a Iva um mini Pinscher?
Será? Pela descrição da raça e dimensões, parece ser. No outro dia, ao vermos um anúncio de venda de cachorros Pinscher notamos que eles eram a Iva em miniatura. Um pouco de pesquisa revelou que ela parece-se muito com estes cães. Até na descrição do temperamento
. Não conhecia a raça e nunca vi um ao vivo por isso não consigo ter a certeza.
A maior diferença que noto é no focinho, o da Iva parece ser mais grosso. A maioria dos mini Pinscher têm as orelhas cortadas e a cauda amputada. A Iva tem apenas a cauda amputada.
Ser de raça ou não, não é importante. Mas já agora gostava de saber
. Não tenho uma foto decente da cadela, mas esta já ajuda a comparar.
Foto de Mini Pinscher da wikipédia
EDIT: Um Mini Pinscher não será, uma vez que ela é bastante maior. Ao que parece os mini são bastante mais pequenos. No entanto há bastantes semelhanças com o Pinscher alemão, é possível que tenha alguma ascendência dessa raça.


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