Os termos da (Rendição) Ajuda

A UE e o FMI procuram a todo o custo um consenso para sobre as medidas que Portugal terá de por em prática em troca do empréstimo que é conhecido como “ajuda externa”.  Não sei se sou eu que sou estúpido, mas parece-me ninguém em Portugal tem hoje legitimidade para negociar medida alguma. Nem o governo, que se demitiu por teimosia dado que o PEC4 não era um orçamento do estado, nem a oposição parlamentar que neste momento não existe porque a assembleia foi dissolvida e nenhum dos actuais líderes políticos representa o povo português. Cada um representa o seu partido, nenhum deles foi eleito em eleições legislativas.

Querem a UE e FMI que aja uma negociação, com estas pessoas NÃO eleitas, sobre qual será o nosso futuro nos próximos anos? É uma  suspensão da democracia por 2 meses. Justamente aqueles que são os 2 meses mais importantes dos últimos anos.

Mais grave será se os termos da “ajuda externa” forem acordados sem o acordo de todos os partidos. A esquerda dificilmente aceitará os termos da rendição ajuda que serão propostos. Teremos um acordo que será aprovado por apenas uma parte dos partidos, para além de contornar todo o povo português que não é tido nem achado nisto tudo e é justamente quem irá sofrer na pele tudo o que vai ser acordado.

Como se diria na Renascença (a rádio): “Vale a pena pensar nisto”.

#FMI#Negociação#portugal#UE

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