Q

Q, O espião do vaticano; aliás; Q o caçador de hereges. É um “livrinho” escrito por quatro amigos italianos sob o pseudónio literário de Luther Blisset. O primeiro título que escrevi é o da edição portuguesa que a Bertrand nos faz o grande favor de editar em dois volumes pela, módica, quantia de 17 € aproximadamente. Isto conforme a época do ano. O segundo título é o da edição brasileira da editora Conrad. Esta útima disponibiliza o livrinho online em PDF grátis (desde que para uso pessoal). Ora bem podemos pensar o que quisermos, mas a editora portuguesa é mestre na arte de saber lucrar. De um livro que se distribui gratuitamente fazem dois e vendem ambos a bom preço… para eles.
Mas falando do livro em si… Ainda não o terminei, já falta pouco mas, daquela leitura difícil, confusa, das rajadas de palavras e frases desconexas que encontrei no início já pouco encontro. Talvez a escrita dos autores tenha mudado ou eu mudado com o livro.
Q, a personagem mistério, negra, que se difarça na multidão sendo todos e ninguém ao mesmo tempo, parece que controla toda a acção. A vida de quase todos os personagens do sec XVI deste romance está suspensa pelo fios das marionetas de Q. É a ele que se deve grande parte do interesse do romance. O desencanto com a vida do narrador e inimigo de Q parece ser o que o salva de todas as guerras, escaramuças, e perigos da estrada que enfrenta. O sua vingança para com Q é o que lhe devolve a vida aos 50 anos de idade. Mas bem, não vou falar mais da história. Fico por aqui e apenas digo que vale a pena ler apesar do custo inicial. Envolve-nos totalmente, e as histórias de outros tempos sempre nos cativam mais do que as do nosso que são sempre tão iguais. Se possivel façam do download do e-book ou se quiserem algo para segurar no sofá a ler podem sempre comprar.

#caçador#hereges#Q#wu ming

Comments

  1. WM1 - 21 de Março de 2006 @ 17:45

    The portuguese publisher violated the contract, that expensive edition in two volumes is illegal, and the translation is quite bad (the protagonist’s mantra “What I have to do” became “What do I have to do?”). Even the subtitle is absolutely stupid: in the 18th century nobody called the Holy See “The Vatican”, it’s an anacronism. We were very pissed off and asked our Italian publisher to take back the translation rights for Portugal, no further republication is possible. Please download the Brazilian PDF, that’s a good translation.

    Wu Ming
    http://www.wumingfoundation.com

  2. WM1 - 21 de Março de 2006 @ 17:47

    Errata corrige: the 16th century.

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