Emigre, demita-se, baze, ponha-se na alheta, ponha-se a milhas
Passos Coelho proferiu uma das mais ignóbeis declarações que já ouvi.
Um Primeiro-Ministro a incentivar os seus próprios concidadãos a emigrar. Não sei se é inédito, mas duvido que tenha havido muitos governantes a incentivar o seu povo a sair do seu país. Até porque só faz sentido haver governo se existir povo para governar. Nenhum governo quer ver o seu povo abandonar o seu país. Nenhum, excepto o nosso..
O que pretende Passos Coelho com este apelo? Poupar uns milhões em subsídios de desemprego? Diminuir os números do desemprego? Não basta a criatividade estatística? Será que este governo desconhece qual é a principal riqueza deste país? Se sim, qual é o objectivo de a “exportar” para Angola e para o Brasil?
Começam a ser frequentes as medidas e declarações deste governo que atentam contra o interesse nacional e contra os cidadãos portugueses. Começa pela colagem total à posição da Alemanha nas questões europeias e acaba nestas declarações incríveis.
Passos Coelho quer exportar milhares de portugueses que passaram anos a estudar para uma profissão. Estudos esses que custaram muitos milhões a todos os portugueses. Agora quer oferecer esses quadros a países de língua oficial portuguesa… Incluindo Angola. Angola, esse país que é um exemplo de Democracia e Liberdade para o mundo, como todos sabemos. Incentivar os portugueses a emigrarem para um país onde a Democracia é uma farsa, onde uma família (a do presidente) domina todos os grandes negócios, diz tudo sobre este homem e este governo.
Este governo não apresenta absolutamente nada que signifique crescimento, melhoria das condições de vida, raios, esperança! NADA! Apenas austeridade, sacrifícios e agora um convite a saírem do SEU próprio país.
Hoje são os professores, amanhã será outra classe profissional em que existe elevado desemprego, depois serão todos os desempregados. Não pensem que estamos a falar apenas dos professores, no fundo, são só um exemplo.
Uma vez que fomos nós (nós é como quem diz os portugueses, não votei em tal governo) que elegemos este governo, é altura de os mandar, a eles, embora.
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