Silêncios de domingo

Há quase dois anos que trabalhava todos os domingos. É algo que, no início, é duro. Toda a gente (ou quase) descansa, passeia, faz almoços, jantares… enfim tudo o que não podemos fazer quando estamos presos no trabalho.

Recentemente, com um novo emprego, voltei a ter domingos. Agora que os tenho, devo dizer que uma das coisas que mais gosto é o silêncio na rua ao acordar. Não que Ponta Delgada seja, no geral, uma cidade muito barulhenta, mas morar a 100 metros de uma escola, a 80 de de uma obra e a 50 da universidade faz com que todas as manhãs o barulho lá fora seja mesmo muito. Habitua-mo-nos a tudo, ou pelo menos quase tudo, e os ruídos na rua tornaram-se há muito um burburinho que me diz que está na hora de levantar – exceptuando o compressor que teimam a usar quase todos os dias às 8:30 da manhã.

Ao domingo o silêncio instala-se nesta zona. Não oiço nada no quarto e realmente parece que acordei noutro local. Aquela sensação de acordar e não saber bem onde estamos, tenho-a quase todos os domingos.

Por vezes penso que em algumas coisas deveriamos regressar ao passado e termos todos o fim-de-semana inteiro para descansar para que todos pudessemos saborear o silêncio da manhã. Mas a necessidade de nos mantermos, entretidos, confortáveis, ocupados e até vivos obriga a que alguns de nós percam o silêncio de domingo.

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