Fedora 10 – primeiras impressões

Depois de ter instalado o Fedora 10, já comecei a utilizar por algumas horas. Aqui ficam algumas das minhas primeiras experiências e impressões sobre esta distro.

Infelizmente por ter uma placa gráfica nvidia não posso usufruir do novo sistema gráfico de arranque do Fedora, o Plymouth. Fica aqui um vídeo daquilo que eu não vejo :(.

Em vez disso tenho uma barra azul e branca em baixo… Bem, passando à frente. O desktop está, como é hábito no Fedora, deslumbrante. Mas deixemos a parte visual.

Uma das primeiras coisas que pensei foi: “Bem, preciso de instalar os drivers nvidia…” O Fedora não inclui qualquer software proprietário nos seus repositórios por isso soube logo que tinha de recorrer a um repositório de terceiros. Para qualquer software proprietário para Fedora existe o repositório RPM fusion. Adicionar o repositório foi bastante simples:

su -c ‘rpm -Uvh http://download1.rpmfusion.org/free/fedora/rpmfusion-free-release-stable.noarch.rpm http://download1.rpmfusion.org/nonfree/fedora/rpmfusion-nonfree-release-stable.noarch.rpm’

Há também a hipotese de o fazer atravez do ambiente gráfico. Depois um “yum install kmod-nvidia” instalou os drivers. Reiniciei o X e já estava :).

O Compiz-fusion funcionou também, embora ainda tenha alguns problemas de configuração, mas parece-me que se devem ao Fedora estar a usar a mesma /home que o Ubuntu neste dual-boot.

O yum – gestor de pacotes do Fedora, é bastante simples de utilizar. Até agora tem resolvido bem as dependências (medo do RPM dependency hell) e está bem mais rápido do que a última vez que experiementei (Fedora 7). Para quem quer utilizar um sistema gráfico para instalar pacotes pode também usar o packagekit. Bem, quem está habituado ao synaptic vê-se um pouco preso. Não me dei muito bem a instalar exactamente o que queria, talvez porque a descrição dos pacotes não estar muito boa ou ser muito diferente da do Ubuntu. O packagekit também não prima pela sua rapidez: Demora muito a resolver dependências e por vezes a instalar. Nota-se que é um projecto recente e ainda em profundo desenvolvimento. Daqui a umas releases do GNOME deverá estar mais maduro.

No meu desktop – um AMD Athlon X2 4000 a 2.0 GHZ com 2GB de RAM – o Fedora parece correr bastante mais rápido do que o Ubuntu, nomeadamente a iniciar aplicações a diferença é mais que notória. Tudo parece mais agilizado embora não tenha feito nenhum teste verdadeiramente sério. Mas com o Fedora, o meu desktop parece-me quase tão rápido quanto o meu portátil Toshiba A300 com Core 2 Duo a 2,2GHZ e 3 GB RAM com o Ubuntu

Para reproduzir ficheiros em mp3 ou outro formato proprietátio é muito simples dado que existe um sistema de procura automática do plugin necessário.

Após algumas horas de utilização o Fedora parece-se uma distro que consegue sem dúvida ombrear com o Ubuntu. Claro que em termos de gestão de pacotes o Ubuntu (e Debian e derivados, claro) estão um passo à frente. O poder do apt, do aptitude e do synaptic são difíceis de igualar.

Vou deixar o Fedora um bom tempo no meu desktop e ver como vai correr esta experiência. Vou tentar deixá-lo até à próxima release do Fedora para fazer uma avaliação e ganhar experiência nesta distro.


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