Update Fedora 13 && GNOME 2.30

Esta semana actualizei o portátil e o desktop para Fedora 13 e com este veio também o GNOME 2.30. A actualização não correu tão suavemente quanto desejava. No portátil resolvi fazer uma nova instalação e a actualização correu bastante bem. No desktop, para não ter que reinstalar e configurar todos os serviços que tinha, optei pelo preupgrade. Quando a instalação estava perto de estar concluída o computador simplesmente desligou-se… Resultado: sistema inutilizável e nova instalação :(. Depois de alguma investigação vi que o processador estava a uma temperatura de 85 ºC! Este processador é um Athlon dual core X2 4000+ cuja temperatura máxima recomendade de funcionamento é 60 ºC! Nem sei como não fritou. O alarme de temperatura da bios estava desligado, nunca lhe mexi, deve ter vindo desligado de fábrica. A ventoinha do dissipador do processador avariou. Substituí por outra que tinha mas que parece um helicóptero, não fosse esta de um Petium 4. Ando à procura de uma mais silenciosa.

Voltando ao Fedora 13, está bastante estável para os primeiros dias de uma release. Nas entranhas do sistema saliento a aceleração 3D para as placas ATI, o que dá-me muito jeito para o portátil. No entanto há um bug que subsiste no kernel 2.26.33 que causa um lock do GPU em algumas placas com o Kernel Mode Set (KMS) activo. Puxei o 2.26.34 do rawhide e com esse kernel o bug parece estar resolvido. No Fedora 12 houve uma actualização de versão do kernel (2.26.31 -> 2.26.32) logo é de esperar que aconteça o mesmo com o Fedora 13, uma vez que a versão estável é a 2.26.24.

Para as placas Nvidia há também aceleração 3D experimental com os drivers nouveau mas a coisa ainda não funciona bem com a minha placa, por exemplo, activar o compiz causa uma série de corrupções no ecrã.

Finalmente tenho bluetooth com este kernel. Até aqui precisava de compilar o módulo omnibook e a coisa nem sempre funcionava bem.

Gostei de algumas aplicações incluídas na instalação por omissão, como é o caso do Dejá Dup uma pequena aplicação de backup. Pena é a meia tradução da aplicação.

Algo que me intriga, e que deve ter uma explicação perfeitamente lógica, é a pequena quantidade de software incluída no Live CD. Faltar o Openoffice é uma grande ausência, até porque instalá-lo em Fedora não é assim tão simples para quem nunca utilizou Fedora. Procurar Writer, Calc, Impress, language packs é um pouquinho chato. Comparando com a quantidade imensa de software que o opensuse trás num único CD é no mínimo constrangedor a pequena quantidade de software incluída no Live CD do Fedora.

Como sempre o Fedora trás o última release do GNOME. O 2.30 é mais uma release incremental com pequenos melhoramentos aqui e ali, dos quais o que mais me agradou até agora foi o split screen do Nautilus. Já não era sem tempo! Outras pequenas melhorias vêm-se na UI do Evolution, no Empathy, no gnome-disk-utility entre outros. A maioria das alterações são, no entanto, invisíveis, pois são de preparação para o GNOME 3.0 lançando em Setembro próximo. Aí sim, haverão muitas alterações bem visíveis :).

#Fedora#gnome#release

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