Grande calinada da RTP a falar do Chrome

Muito se tem falado do web browser do Google, o Crome. Não, ainda não experimentei, mas conto testar em breve e ai irei falar mais um pouco sobre este novo browser que vem trazer mais animação às chamadas Browser Wars.

Este curto post serve apenas para dizer que no site da RTP pode ler-se:

Numa primeira fase, o novo browser (Chrome) apenas poderá ser utilizado em computadores com processadores Windows, mas a Google está a preparar versões para Macintosh e Linux.

Notícia completa

Processadores Windows???? Mas onde o jornalista, pelos vistos da agência lusa, foi buscar a informação que o Windows era um processador? Será que já ouvir falar da Intel? ou da AMD? da Sun? parece que não…

E assim se faz bom jornalismo em Portugal, na TV pública e na agência noticiosa pública.

Novo Portátil Magalhães da Intel produzido em Portugal… que SO?

O novo portátil da Intel, que o nosso Primeiro-Ministro se orgulhou em apresentar, é baseado no Classmate da Intel e ao que pude perceber trará um ecrã de 7 ou 9 polegadas, câmara web incorporada e 512MB de RAM incorporada. Mais informações certamente irão começar a chegar, mas por enquanto a nossa comunicação social preocupou-se mais com os dados “políticos”, já que só consegui ver estes pequenos pormenores no site da msn…

Em relação a uma das partes mais importantes do PC, o Sistema Operativo, parece que a Intel vai apostar - e bem - em dois Sistemas: Windows XP e Linux! Bem, a aposta no XP é um pouco duvidosa já que este já tem o fim de vida anunciado à muito, mas as alternativas da Microsoft (Vista) nunca funcionariam num PC com estas características. Resta saber com que distribuição Linux virá o Magalhães. Mas o que vier será sempre bem-vindo já que é mais um passo na adopção de um sistema rápido, seguro e eficiente.

EDIT: Mais algumas inflormações acerca do hardware: A primeira versão ainda terá o ‘chip’ Celeron; depois, passará a ter o ‘Atom’.Terá 30 Gigas de disco. Fonte: Diário Económico

Swordfish - alternativa a Trados e Wordfast

Actualmente os tradutores profissionais, como em quase todas as profissões, têm ao seu dispor ferramentas informáticas que auxiliam o seu trabalho e lhes permitem rentabilizar ao máximo o seu tempo. Ainda não existe, e talvez nuncssa venha a existir, uma aplicação que seja capaz de traduzir um documento com a mesma qualidade de um tradutor de carne e osso, mas existem ferramentas que constituem uma grande mais valia na área da tradução.

As ferramentas de CAT (Computer Aided Translation), em termos gerais, utilizam uma memória de tradução a partir de todas as traduções realizadas pelo utilizador, armazenada numa base de dados que pode ser utilizada em traduções posteriores. A utilização destas aplicações baseia-se no pressuposto que grande parte do trabalho de tradução efectuado por um tradutor é extremamente repetitivo, especialmente em áreas mais técnicas e muito específicas. Deste modo, uma aplicação com memória de tradução poderá automaticamente traduzir uma percentagem significativa de texto, correspondente às frases e termos utilizados pelo tradutor e igualmente presentes no texto a traduzir. Naturalmente que todo esse texto traduzido automaticamente necessita de uma revisão profunda .

As ferramentas de CAT mais populares são o TRADOS e o Wordfast. No entanto os utilizadores de Mac OS X não têm a hipótese de utilizar o Trados e os utilizadores de Linux não podem utilizar nenhuma das duas aplicações. Para além disso o Wordfast necessita do Microsoft Office para ser executado.

Felizmente este cenário começa a mudar. Recentemente foi lançado o Swordfish, uma aplicação de CAT multiplataforma, pode ser executado em Linux, Windows e Mac OS X devido a ter sido desenvolvido na linguagem Java, o que o torna facilmente portável para múltiplas plataformas.

O Swordfish utiliza o formato aberto XLIFF e suporta memória de tradução TMX (Translation Memory Exchange). A memória de tradução é armazenada numa base de dados interna, ou opcionalmente, numa base de dados MySQL ou Oracle, o que é aconselhável para bases de dados de grandes dimensões, já que a base de dados interna perde performance à medida que mais entradas são adicionadas.

É possível traduzir ficheiros em diversos formatos, pois o Swordfish possui filtros de conversão para XLIFF para quase todos os formatos de ficheiro de texto: doc, odt, docx, abw, html, xml entre muitos outros.

Possui verificação ortográfica através dos dicionários do OpenOffice ou do aspel (Linux). A interface do utilizador é, à primeira vista, complexa o que poderá ser um pouco assustador para o novo utilizador. Esta é uma aplicação com muitas funcionalidades e uma leitura (nem que seja muito breve) do manual é necessária para uma utilização eficiente do programa e após algumas horas de contacto a sua utilização é bastante simples. A interface basea-se em 5 painéis Tradução, de Coincidências e de Tradução Automática e de Terminologia e Principal que podem ser ocultados consoante a vontade do utilizador.

swordfish

O Swordfish possui uma funcionalidade de tradução automática. Esta traduz cadeias de texto automaticamente à medida que aprovamos cadeias traduzidas que sejam exactamente iguais a outras existentes no documento. Este tipo de funcionalidades poupa-nos muito tempo e trabalho repetitivo que é aquele que é sempre mais detestado.

Aconselho a utilização de motores de bases de dados externos (MySQL ou Oracle) já que quebra de performance da base de dados interna é notória após traduzirmos alguns documentos. Um outro senão do Swordfish (que também acaba por ser uma vantagem para a sua portabilidade) é ser uma aplicação escrita em Java o que torna a sua utilização de RAM bastante elevada. É aconselhável uma máquina que não seja excessivamente antiga e com 1G de RAM para uma boa performance.

Para além do inglês, o Swordfish vem traduzido em várias línguas, entre elas o português de Portugal. Em breve o manual também estará traduzido o que é uma vantagem para os utilizadores portugueses. Uma interface em português brasileiro está também disponível.

Aconselho a experimentarem!

Ubuntu com referência positiva na Stuff

A revista Stuff de Fevereiro de 2008 faz uma curta análise, bem ao seu estilo informal e algo superficial ao Mac OSX Leopard. E o que tem isso de especial? Absolutamente nada! O que de invulgar e algo especial se pode encontrar nesse artigo é uma breve comparação do Leopard com sistmas operativos concorrentes.

Temos obviamente uma comparação com o Windows Vista, ao qual se empregam adjectivos como “poderoso” “atraente” e “caro”. O segundo sistema comparado é, nada mais nada menos, o Ubuntu 7.10! Transcrevo aqui o que se diz do Gutsy: “É gratuito e baseado em Linux. Apoiado por um empresário Sul-Africano, inclui funcionalidades actuais e uma interface inteligente, mas falta-lhe a delicadeza do Leopard e os programas do Windows.”

Tanto o Vista como o Ubuntu têm a classificação de 4 estrelas em 5 possíveis. Todos sabemos que o Ubuntu é bem melhor, mas a visibilidade dada ao Linux por uma revista mainstream é um sinal de alguma mudança e tomada de consciência das pessoas que existe algo para além do Windows e do Mac OSX.

Juntando isto à secção dedicada a Linux da Bit, são duas pequenas vitórias para o Linux.

Powered by ScribeFire.

Corrigir legendas no VLC media player e… filmes em ASCII

Quem usa Linux de certo que já ouvir falar no VLC media player. Podem encontrar na sua página oficial os binários de instalação para vários distros (Ubuntu, Debian, Opensuse, Red Hat, Fedora, Mandriva, etc) e para Windows também. Encontra-se nos repositórios oficiais do Ubuntu e Debian que eu saiba, mas também deverá estar na maior parte das distros.

O VLC é um reprodutor muito versátil, podendo reproduzir quase todos os formatos de vídeo. A versão (0.8.6c) que se encontra nos repositórios do Ubuntu 7.10 tem um pequeno problema com as legendas que se torna bastante incomodativo e poderá afastar os utilizadores do VLC. Nem todas as frases nas legendas são apresentadas o que faz que se perca muito da trama do filme/série quando se tem problemas com o inglês ou quando as falas não sejam bem audíveis.

Para resolver este problema siga os seguintes passos:

Abrir o VLC  e ir a:

Settings—> Preferences

Abrir:

Imput Codecs—> Other Codecs

Seleccionar:

Video—> Output modules—> Subtitles

Em: Subtitles text encoding seleccionar: ISO-8859-1

O ISO-8859-1 é a codificação para línguas da Europa Ocidental, nas quais se incluem o Português.

E pronto, reinicie o VLC e as legendas deverão estar a ser apresentadas correctamente agora.

Uma coisa (bastante inútil, mas com um factor “Cool” muito elevado) que o VLC é capaz de fazer é a reprodução de filmes em ASCII, tanto a cores como a preto e branco. Admito que não serve de nada, mas é mesmo muito fixe!

Para ver um filme em ASCII (não acredito que alguém consiga ver mais de 10 minutos do filme) faça o seguinte:

Abrir o VLC  e ir a:

Settings—> Preferences

Seleccionar:

Video—>Output modules

Marcar a caixa que está no canto inferior direito que diz: “Advanced Options”

E no menu que aparece seleccionar:

ASCII art video output —> para ASCII monocromático

e

Color ASCII art video output —> para ASCII policromático

Reinicie o VLC e desfrute do seu filme em ASCII!

Aqui ficam dois screenshots dos filmes 300 e Elisabeth reproduzidos em ASCII :)
300  e elisabeth

As maravilhas da Virtualização

Para quem tem um pc relativamente rápido e com alguma memória (pelo menos mais de 1GB) e precisa de correr alguma aplicação de windows no seu querido e amado linux (neste caso Ubuntu) há várias hipóteses. Para jogos a melhor será sempre o Wine ou o Cedega (comercial), mas claro que nem todos os jogos funcionam e normalmente  é sempre preciso por mãos à obra para por o jogo a correr. Por vezes até correm melhor que no windows, como é o caso do Football Manager 2006 que em Linux voa :). O wine é também uma boa solução para alguns programas para os quais não existe equivalente open source ou que, ao equivalente faltam algumas funcionalidades que fazem falta. Mas por vezes nem o wine funciona. Quando isso acontece (em vez de termos de reiniciar para ir para o windows que temos em dual boot) podemos usar um sistema operativo virtual! Bem sei que não é novidade nenhuma, mas começa a ser cada vez mais uma solução que não peca pela lentidão e complexidade como por vezes acontecia.

Existem várias opções para virtualizar um sistema operativo em Linux: vmware, qemu, xen, virtualbox… Bem eu até hoje só experimentei o virtualbox: é open source, está disponível nos repositórios do Ubuntu (suponho que também no debian e várias outras distros) e sempre funcionou de forma excelente comigo… mas um dia vou experimentar alguns dos outros.

Tenho neste momento o virtualbox instalado a com uma instalação do windows xp. Segui as seguintes instruções para instalar o virtualbox:

Tendo o repositório Universe activado instale o virtualbox ose:

sudo apt-get install virtualbox-ose virtualbox-ose-source

Instalar o kernel-module:

sudo apt-get install module-assistant
sudo m-a prepare
sudo m-a a-i virtualbox-ose
sudo modprobe vboxdrv

Para carregar automaticamente o módulo do kernel:

sudo gedit /etc/modules

e adicione: vboxdrv

Adicionar o seu nome de utilizador ao grupo “vboxusers”

sudo adduser [nome de utilizador] vboxusers

Depois é só ir a Aplicações—>Ferramentas de Sistema—>InnoTek Virtualbox

e correu o programa :)
A interface é bastante intuitiva e é bastante simples instalar o windows, ou outro sistema operativo seguindo as indicações e aceitando as configurações por omissão.

Claro que com isto vou experimentar muitas e muitas distros. Estar a instalar distros só para ver como estão no disco da máquina dá um bocado de trabalho e o risco de perda de dados existe sempre, para além do trabalhão de fazer backup e backup de tudo. Assim muito rapidamente instala-se uma distro ou o windows sem risco e quase sem trabalho :). Diga-se que o xp corre muito rápido mesmo e a opção de “seamless mode, que permite que as janelas das aplicações a serem executadas no guest se integrem no nosso host, é fantástica e faz com que quase pareça que estão a correr mesmo no Ubuntu.

Experimentem, vão ver que vale a pena!!

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